Cancro próstata resistente castração

Apoio

Apoio

Ao ser diagnosticado com cancro da próstata resistente à castração, pode sentir-se impotente. Isto poderá causar sentimentos de ansiedade, raiva, medo ou até mesmo depressão.

Para encontrar apoio, fale com o seu médico ou enfermeiro no hospital, ou pergunte ao seu médico de família. Eles saberão dar-lhe informação de contactos sobre organizações de doentes ou outras que poderão ajudá-lo com apoio psicológico ou com questões práticas, como aconselhamento financeiro ou legal.

Apoio durante a terapêutica hormonal

Os efeitos secundários mais frequentes da terapêutica hormonal são a ginecomastia e os afrontamentos. Para os controlar, o seu médico irá aconselhá-lo a monitorizar o seu peso e a evitar as bebidas alcoólicas. Se sentir afrontamentos, pode:

  • Vestir-se por camadas.
  • Utilizar tecidos naturais, como o algodão ou linho, que permitem que o corpo respire.
  • Dormir debaixo de camadas de cobertores leves para poder retirar alguns se necessitar.
  • Evitar banhos quentes, saunas ou hidromassagem.
  • Evitar comida quente e picante.
  • Ingerir água em abundância e andar com uma garrafa de água durante o dia.

Lidar com os efeitos secundários da imunoterapia e da quimioterapia

Se necessitar de tratamentos para o cancro, irá sentir efeitos secundários desagradáveis. Estes efeitos são comuns e o controlo dos mesmos inclui algumas terapias para os aliviar. É importante falar com o médico sobre os efeitos secundários que tenha. Escreva os seus sintomas todos os dias e tente descrevê-los da forma mais precisa possível. Anote a sua frequência e o grau de interferência na sua vida quotidiana. Nalguns casos pode ser considerada a interrupção temporária do tratamento, a modificação da dose, ou a suspensão do tratamento.

É frequente que sinta fadiga. Isto significa que se sente mais cansado do que o habitual, não tem energia e tem dificuldade em concentrar-se, não melhorando com o sono.

Se sentir fadiga, os tópicos seguintes poderão ajudá-lo:

  • Escrever as coisas que lhe dão energia e dar-lhes prioridade durante o dia ou semana.
  • Obter ajuda com tarefas domésticas como lavar, limpar ou jardinar.
  • Fazer sestas de curta duração várias vezes durante o dia.
  • Tentar ser o mais ativo possível. Uma curta caminhada diária é melhor do que um longo passeio por semana.
  • Quando planear atividades sociais como uma viagem ou visita, lembre-se que pode precisar de tempo para descansar durante o dia. Discuta este aspeto com a sua família, amigos ou cuidador de modo a planear estas atividades. É importante dizer-lhes quando se sentir cansado.
  • Discuta com o seu médico se está a planear viajar para fora do país. Este poderá aconselhá-lo sobre vacinação ou possíveis restrições sobre determinados medicamentos. Certifique-se que verifica o seu seguro de viagem.

Outros efeitos secundários comuns incluem náuseas, diarreia, hipertensão arterial e alterações do paladar. Abaixo estão mencionadas algumas dicas sobre o que pode fazer para lidar com eles.

Durante o tratamento pode sentir náuseas causadas pela terapia, pelo crescimento tumoral ou pela ansiedade sobre o seu prognóstico. O médico pode prescrever medicamentos para as náuseas.

Também pode ajudar:

  • Comer pequenas refeições, mas mais frequentemente ao longo do dia para se certificar que ingere nutrição suficiente.
  • Comer refeições ligeiras.
  • Beber pequenas quantidades mas mais frequentemente para se manter hidratado.
  • Tentar refeições frias se as refeições quentes o nausearem.
  • Pedir a alguém que cozinhe por si, se possível.

Outro efeito secundário frequente do tratamento é a diarreia. Esta situação pode provocar desidratação e é importante que:

  • Beba mais que o habitual
  • Evite alimentos que possam piorar a diarreia
  • Mantenha a área perianal limpa para prevenir irritação
  • Utilize um creme hidratante se tiver irritação perianal
  • Peça ao médico para prescrever medicamentos para prevenir a diarreia

Poderá sentir uma subida leve a moderada na sua pressão arterial, especialmente na fase inicial do seu tratamento. Esta situação é normal e pode ser controlada com medicação padrão. O médico irá dizer se precisa de monitorizar a sua pressão arterial, e com que frequência. Se sentir tonturas ou tiver dores de cabeça deverá contactar o seu médico o mais cedo possível.

A quimioterapia também pode causar alterações no paladar. Poderá inclusivamente começar a deixar de gostar de certos alimentos de que antes gostava. A melhor forma de descobrir quais os alimentos que aprecia é experimentar coisas diferentes:

  • Beba água antes de comer de modo a neutralizar o seu paladar
  • Se a carne vermelha tiver um sabor estranho, tente carne branca ou peixe, ou vice-versa.
  • Se os alimentos quentes tiverem um sabor estranho, tente os frios, ou vice-versa.
  • Tente utilizar mais especiarias, ou tente usar menos.
  • Use garfo e faca de plástico se a comida souber a metal

Apoio durante a radioterapia

Geralmente poderá manter as suas atividades diárias durante a série de radioterapia. O tratamento pode causar fadiga pelas viagens diárias ao hospital e pode afetar o seu trato urinário e intestinal.

A sua pele pode ficar afetada pela radiação. Para cuidar dela, pode:

  • Evitar arranhar e esfregar a área afetada
  • Perguntar ao seu médico ou enfermeiro que tipo de loção deve usar para lidar com a irritação cutânea
  • Evitar exposição solar
  • Usar um protetor solar com fator de proteção elevado
  • Vestir roupa folgada de materiais naturais como o algodão e linho
  • Tomar banho diário com sabão suave e água morna
  • Secar suavemente a sua pele seca após o banho
  • Evitar sauna

Conselhos sobre o estilo de vida

É importante manter um estilo de vida saudável durante o tratamento. Tente fazer exercício físico regularmente. Encontre uma atividade que goste de praticar. Se tiver dúvidas sobre o que poderá fazer, peça ao seu médico para o encaminhar para um fisioterapeuta.

Tente alimentar-se com uma dieta equilibrada, contendo vegetais, frutas e lacticínios. Inclua também alimentos ricos em amidos, tais como pão e batatas, arroz ou massa e ainda alimentos ricos em proteína, como a carne, peixe, ovos ou legumes. Tente ingerir menos açúcar, sal e alimentos ricos em gordura. Se tiver alguma questão, peça ao seu médico para o encaminhar para um dietista.

Apoio psicológico

Durante o tratamento pode preocupar-se com o seu prognóstico e o impacto que o cancro possa ter na sua vida social e financeira, ou com outros assuntos.
Se sentir necessidade de falar com alguém, pode pedir ao seu médico que o encaminhe para um psicólogo. Uma organização de doentes também poderá oferecer apoio nestas situações.

Discuta com a equipa de cuidados de saúde as possíveis consequências financeiras do seu tratamento. Poderão direcioná-lo para pessoas ou locais onde consiga obter aconselhamento sobre a sua situação económica ou mesmo ajuda financeira. Poderão também ajudar a encontrar aconselhamento legal sobre o seu testamento e assuntos relacionados.

O tratamento pode afetar a sua sexualidade. Sentimentos de depressão e fadiga também poderão ter um efeito negativo na vida sexual, pelo que será importante falar com a sua companheira/o sobre os seus sentimentos. Existem muitas formas de intimidade. Se não quer ser sexualmente ativo, estejam perto um do outro, toquem-se, abracem-se ou, simplesmente, sentem-se ou deitem-se próximos um do outro.

Um diagnóstico de cancro pode fazer com que encare a vida de um modo diferente e poderá aperceber-se que tem agora prioridades diferentes. Isto afetará o seu trabalho ou relações pessoais e poderá fazê-lo sentir-se desorientado e com incertezas. Converse com a sua família, amigos, ou conselheiro espiritual sobre os seus sentimentos e vontades. Se não se sentir confortável em abordar estes assuntos com os que lhe são próximos, poderá pedir à sua equipa de cuidados de saúde que o encaminhe para um psicólogo. Este profissional poderá ajudá-lo a lidar com estes sentimentos.

Apoio para familiares e amigos

Um diagnóstico de cancro afeta não só o doente, mas também as pessoas que o rodeiam. Como ente querido, poderá fornecer apoio de diferentes formas. Por vezes poderá ajudar com questões práticas como lavandaria, jardinagem ou compras.

Também poderá ser útil irem juntos ao médico. Poderá oferecer boleia para a consulta ou ajudar a formular perguntas para fazer durante a mesma. Estar presente na consulta também pode ser bom. Poderá lembrar-se de perguntas diferentes ou focar-se noutros aspetos que possam discutir mais tarde em conjunto. Também pode questionar o médico sobre qual o impacto que o tratamento terá nas vossas vidas em termos de prestação de cuidados e efeitos psicológicos.

O diagnóstico e tratamento podem ser muito emotivos para todos os envolvidos. O tratamento do cancro é intenso e a sua vida poderá alterar-se subitamente. Surgem questões sobre o prognóstico, efeitos do tratamento e morte. Como amigo ou ente querido, poderá estar presente e ouvir, não precisa de ter as respostas.

Se sentir que precisa de alguém com quem falar, peça ao seu médico de família ou equipa médica para conseguir apoio. As organizações de doentes também oferecem apoio a familiares ou amigos de pessoas a quem foi diagnosticado cancro.

Apoio aos companheiros

Um diagnóstico de cancro pode colocar pressão na sua relação. Frequentemente, torna-se difícil conversar um com o outro devido ao tempo e energia gastos no tratamento. Pode decidir discutir qualquer dificuldade com um terapeuta.

Poderá sentir um grau de stress, angústia e depressão semelhante ao do seu parceiro. Poderá sentir-se exausta/o, tanto física como emocionalmente. Isto pode ser o resultado da responsabilidade de cuidar do seu parceiro e de ter tarefas adicionais em casa. Certifique-se que tem tempo para si e que pensa nas suas vontades e necessidades.

O tratamento do cancro pode afetar a sua vida sexual. Tente conversar com o seu parceiro acerca dos seus sentimentos. Existem muitas formas de intimidade: estejam próximos um do outro, toquem-se, abracem-se ou, simplesmente, sentem-se ou deitem-se próximos um do outro.

É normal preocupar-se com o facto de poder ficar sozinha/o. Se sentir necessidade de conversar com alguém, aborde o seu médico de família ou conselheiro espiritual. As organizações de doentes também oferecem apoio às parceiras/os. Também podem ajudar a encontrar pessoas ou organizações que a/o orientem em questões práticas, tais como assuntos legais ou financeiros.

Como encontrar uma organização de doentes próxima de si

As organizações de doentes podem ser muito úteis. Para encontrar uma próxima de si, pergunte ao seu médico de família, enfermeiro ou médico no hospital. Também poderá pesquisar grupos de doentes na Internet.