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A estimulação nervosa, ou neuromodulação, é um tratamento que utiliza impulsos eléctricos para estimular os nervos sagrados que controlam a bexiga. Existem dois tipos de estimulação nervosa:

  • Estimulação do nervo tibial, que utiliza uma agulha a nível do tornozelo.
  • Estimulação do nervo sagrado, que requer a implantação de um aparelho na região lombar.

Estimulação do nervo tibial

Na estimulação do nervo tibial, o cirurgião coloca uma agulha que transmite corrente eléctrica próximo do tornozelo. A agulha atravessa a pele e estimula o nervo tibial, que percorre a perna, desde a região interna do tornozelo até aos nervos sagrados (Fig. 1).

Um ciclo de tratamento para estimulação do nervo tibial dura geralmente 12 sessões. O tratamento é feito uma vez por semana, numa clínica, e demora 30 minutos. O efeito desaparece com o tempo, pelo que provavelmente precisará de mais séries de tratamento.

Fig. 1: Estimulação do nervo tibial.
Fig. 1: Estimulação do nervo tibial.

Estimulação do nervo sagrado

O procedimento de estimulação do nervo sagrado é realizado em duas fases. Primeiro, o cirurgião insere um elétrodo através da pele e testa se os seus sintomas de BHA respondem ou não à estimulação nervosa. Caso haja resposta, fará uma cirurgia para implantar um gerador de impulsos programável acima do osso pélvico. O elétrodo liga o gerador à área de estimulação dos nervos sagrados (Fig. 2). Após a cirurgia, poderá controlar o gerador com um controlo remoto. Este aparelho regula a estimulação eléctrica dos nervos que controlam a bexiga. Quando altera a estimulação do nervo, este reduz a hiperatividade da bexiga. A estimulação do nervo sagrado é capaz de melhorar bastante os sintomas.

No pós-operatório, existe risco de infeção da ferida, e pode sentir dor no local de implantação. Com o passar do tempo, o gerador ou elétrodo podem mover-se, causando desconforto. Além disso, a bateria do dispositivo poderá esgotar-se e nesse caso, precisará de nova cirurgia para substituir a bateria. Deverá sempre discutir as suas dúvidas sobre estes riscos com o seu médico.

Fig. 2: Estimulação do nervo sagrado.
Fig. 2: Estimulação do nervo sagrado.